Sobre a Ilha Comprida

Originalmente chamada Ilha de Maratayama pelos nativos Tupis, que significa “lugar onde a terra encontra o mar” ou “terra do mar”. Este ponto de encontro entre terra e mar deu ao local, no litoral sul de São Paulo, uma paisagem impressionante ao longo de seus 70 km de longitude por 5 km de latitude, onde é possível encontrar até sete diferentes biomas que vão do mangue à restinga.

Se a oeste o mar aberto agrega os adeptos do surf, a leste corre um rio de águas calmas que atrai os pescadores. Há ainda lagos e terra decorada por orquídeas, jerivás, araçás, bromélias, samambaias, pitangueiras, entre outros, habitada por mamíferos, crustáceos, peixes, répteis e aves, centenas de espécies de aves nativas ou migratórias que encontram na Ilha Comprida um lugar ideal para o descanso, alimentação e procriação.

Este é o lugar onde o Criador decidiu dedicar um tempo especial e com certeza encanta a quem admira a natureza, quer se desconectar, tem espírito explorador, ou simplesmente busca recarregar as energias em um dos cenários mais belos do Brasil.

A Ilha Comprida está abrindo suas portas ao turismo, criando acesso aos seus encantos, e todos estão convidados a curtir suas paisagens, conhecer a verdadeira essência da natureza e interagir com os costumes do local. Sejam todos bem vindos a esta inesquecível jornada.

História da Ilha Comprida

Com 74 quilômetros de praias, áreas de mangues, sítios arqueológicos, matas, dunas e espécies raras de aves, a Ilha Comprida é uma das últimas áreas remanescentes da Mata Atlântica e um dos últimos ecossistemas não poluídos do litoral brasileiro.

Como em todo território nacional, os índios foram os primeiros habitantes da Ilha Comprida, que faz parte da história do descobrimento do Brasil. Em 1502, o português Cosme Fernandes, conhecido como Bacharel, chegou a Ilha do Bom Abrigo, no sul do município, onde foi aprisionado pelos índios Tupis.

Cosme ganhou a confiança dos índios e acabou casando-se com a filha do cacique. Em 1531, a esquadra de Martim Afonso de Souza também chegou a Ilha do Bom Abrigo. O navegador português escolheu a Vila de Maratayama, dos tupis, para ser a sede da primeira vila.

Entre 1533 e 1534, o espanhol Ruy Mosquera, construiu um forte que leva o seu nome, na Ponta da Trincheira, denominada assim devido as operações de pirataria e saques. Podendo ser a primeira fortificação construída na Capitania de São Vicente, mas atualmente em ruínas por conta da movimentação das marés.

No início do século XVII, a Coroa Portuguesa dividiu suas terras por intermédio das “Cartas de Sesmarias”. Com isso, novas vilas foram surgindo. Em 1770, a Vila de Nossa Senhora da Conceição da Marinha foi fundada, no lado oposto da barra do Rio Sabaúna, a vila chegou a ter Câmara de vereadores, igrejas e cemitérios. No início do século XX a Vila de Pedrinhas, tradicional povoado de pescadores, começa a se formar através da pesca e extrativismo.

Em 1938, o território de Ilha Comprida é dividido em 70% para Iguape (45 Km) e 30% para Cananéia (29 Km). Em 1950 se inicia o desenvolvimento imobiliário do território, passando a ser ocupado de maneira mais efetiva. A travessia para as cidades vizinhas era feita por meio de balsas localizadas à altura dos bairros do Boqueirão Sul (na passagem para Cananeia) e no Boqueirão Norte (para Iguape).

Em meados da década de 1980 começa um movimento pela emancipação política de Ilha Comprida, com um grupo de pessoas buscando melhores condições à vila. Em plebiscito realizado em 27 de outubro de 1991, a população local decidiu pela criação do novo município. Ilha Comprida se torna independente oficialmente em 5 de março de 1992, data que marca a fundação da cidade. Elevada à condição de Estância Balneária em 07 de dezembro do mesmo ano.

Ao longo de sua história, recebeu o nome de Ilha do Mar, Ilha do Mar Pequeno, Ilha Grande da Costa do Mar, Ilha do Candapuí e Ilha Branca. Foi batizada como Ilha Comprida por seu território ter uma extensão muito maior que a largura (74 km de extensão e, no máximo, 4 km de largura em alguns pontos).

O município faz parte do Complexo Estuário Lagunar de Iguape – Paranaguá, que constitui um dos maiores viveiros de peixe e crustáceos do Atlântico Sul. Por possuir importância ambiental, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) a incluiu como Reserva da Biosfera do Planeta. O município que tem 100% de seu território incluído em Área de Proteção Ambiental.

No decorrer da última década, houve um crescente aumento no número de turistas no município, promovendo o desenvolvimento econômico através da conservação do seu patrimônio ambiental e cultural.

Matéria do site Registro Diário, em 22/02/2019.